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5 de novembro de 2014

Dilemas do cotidiano da democracia

É muito engraçado a relatividade dos fatos na nossa sociedade. Situações, fatos e pessoas podem ter julgamentos diferentes de acordo com os interesses em jogo. E com o advento das redes sociais tivemos um aumento claro das manifestações deste “certo relativismo”.

As eleições presidenciais deste ano é um claro exemplo. Na divulgação dos resultados de pesquisas de intenções de votos, tínhamos de um lado aqueles que o candidato aparecia na frente, e que apontavam em seus comentários que as pesquisas expressavam o reflexo da vontade do povo e uma prévia do resultado a ser confirmado nas urnas. E do outro lado, aqueles “derrotados” na “tal pesquisa”, e que afirmavam com todas as letras uma clara intenção manipuladora e obscura por trás dos referidos institutos de pesquisa – “Pesquisa Comprada!”, afirmam alguns. “Manipulação!!” esbravejam outros.

Da mesma forma, durante e após cada debate ocorrido no processo eleitoral, as redes sociais eram lotadas por “certezas” – “Meu candidato foi o melhor!”, “Fulano desestruturou Beltrano!”, ‘Meu candidato é o mais preparado.”. O fato era que ao lermos as postagens dávamos conta que todos foram ótimos e ao mesmo tempo todos foram horríveis.

Mas, sem dúvida alguma, a mais “gloriosa” manifestação deste relativismo humano foi “vomitada” após o resultado das eleições. A enxurrada de comentários preconceituosos e xenofóbicos foi tamanha, capaz de corar nazistas em plena 2ª guerra. Mas não parou por aí, nesta semana, a intolerância se aliou a tosquice e “pariu” uma monstruosidade – uma manifestação que pedia o impeachment da presidenta Dilma e, atenção para este item, intervenção dos militares no país. Como dizem os goianos: “é pra acabar com os pequis de Goiás!!”

Definitivamente o relativismo dessas eleições, manifesto no inconformismo com o resultado mostra claramente que ainda não entendemos o sentido da democracia. Não compreendemos o quanto um processo democrático representa, não a minha vontade, mas a vontade da maioria. E neste caso, quando chegamos ao cúmulo de solicitar o retorno dos militares, após uma sangrenta luta pelo retorno da democracia, é a prova cabal que estamos desdenhando da história e lançando no lixo a memoria do nosso país.

O professor da UFBA Wilson Gomes, em seu perfil no Facebook, publicou um texto que analisa estes movimentos pós eleições e traz uma genial frase: "Democracia não é um sistema em que se eu não gosto de quem ganha a eleição ele não me representa.”

Ouso dizer que a Democracia não é o sistema em que só existe quando ganho a eleição, ele existe inclusive, quando eu perco a eleição. Não temos o direito de relativizar as conquistas históricas deste país, por um capricho infantil.

Assim, ao terminar o processo eleitoral, precisamos conviver e defender seu resultado. Correndo o risco de perder um sublime direito – o da escolha. Democracia é assim, um amplo espaço onde a divergência pode conviver, mas jamais, a imposição por vias autoritárias da minha vontade ou das minhas ideias sobre as dos outros.


Agora, se mesmo assim, e apesar de tudo isso, você ainda acha que foi tudo “roubado”, “que o povo é manipulado”, “ que só seu clubinho sabe votar”, bem, para você eu só posso sugerir uma coisa – Aprenda com a Democracia!

19 de outubro de 2014

Professores do Curso de Pedagogia, Mestrado, Doutorado em Educação e demais Licenciaturas da PUC Goiás que apoiam Dilma Rousseff para Presidenta do Brasil

“Por um lado é preciso uma mudança das condições de criar um sistema de instrução novo; por outro lado, é preciso um sistema de instrução já novo para poder mudar as condições sociais (...) É preciso partir da situação atual.” (Karl Marx) 
Este documento é um Manifesto de Professores do Curso de Pedagogia, Pós Graduação em Educação e Áreas de Formação Básica da Escola de Formação de Professores e Humanidades da PUC Goiás a favor da reeleição da Presidenta Dilma Rousseff. Trata-se de um posicionamento político, visto que nenhum intelectual pode manter-se alheio, neutro ou ingênuo diante da história. Na vida e na academia não há neutralidade política ou científica. Existe tomada de partido. Assumência de opção. Tomada de decisão, tendo em vista aquilo que constitui os princípios dos Direitos Humanos, Civis e Sociais. Neste sentido, entendemos que o educador “(...) é aquele que não fica indiferente, neutro, diante da realidade. Procura intervir e aprender com a realidade em processo. O conflito, por isso, está na base de toda a [educação].” Gadotti (2004). Neste caso, os professores que assinam este Manifesto convocam os acadêmicos e demais professores a refletirem sobre a história desse país e se posicionem em favor de um processo em que os avanços e conquistas possam ser avaliados, aprimorados e ampliados. Por isso, votamos em Dilma uma vez que sua história é a história de um “coração valente” que lutou contra a Ditadura, foi presa, torturada e carrega no corpo e na alma as marcas de um sonho por um Brasil mais humano para todos os brasileiros. Sua luta, junto a tantos outros presos, mortos e torturados, ajudou a construir a Democracia neste país e a garantir direitos de voz, vez e voto. Por isso apoiamos o seu projeto político, ao mesmo tempo em que somos vigilantes e exigentes para que seu governo seja cada vez mais ético, coerente e comprometido com o povo. 

1. Por mais Educação... 
• Em que as Políticas Educacionais reafirmem a educação como um direito público e subjetivo tendo em vista a perspectiva da aprendizagem e do desenvolvimento. Nele, a função social do conhecimento deve possibilitar a apropriação do patrimônio cultural, científico e tecnológico e ser capaz de ampliar a visão de mundo das crianças, adolescentes, jovens e adultos numa perspectiva política, ética e estética. 
• Pela Educação articulada ao Projeto de uma Política Nacional de Participação Social; pela criação ou expansão de mais Universidades Públicas, pela manutenção de cotas em universidades; pelo Enem, o Pronatec e o ProUni; e pela garantia da aplicação dos 10% do PIB (já aprovados pela Presidenta Dilma) em educação. 
• Pelo cumprimento das Metas e Estratégias do Plano Nacional de Educação (2014-2024) e seus processos de acompanhamento, avaliação e retomada de caminhos. 

2. Por mais Justiça Social, Distribuição de Renda e Democratização do conhecimento e informação... 
• Para que se aprimorem as políticas sociais que, nos últimos 12 anos, tiraram da miséria 36 milhões de brasileiros. 
• Pelo crédito facilitado e o reajuste anual do salário mínimo, de modo a ampliar o poder aquisitivo das famílias brasileiras. 
• Pela preservação do Marco Zero da internet, sem ingerência das gigantes de telecomunicações, interessadas em mercantilizar as redes sociais e manter controle sobre a comunicação digital. 

3. Por uma Política Pública de Saúde... 
• Que garanta os direitos fundamentais à vida humana e o bem estar físico-psíquico-social. 
• A favor do Programa Mais Médicos que, graças à sua ação preventiva, fez decrescer a mortalidade infantil para 15,7 em cada 1.000 nascidos vivos. 

4. Por uma Política Econômica e Politica Externa que garantam a soberania do Brasil... 
• Para que a inflação seja mantida sob controle e, no Brasil, o crescimento do IDH seja considerado mais importante que o do PIB. Se nosso PIB cresce pouco, nosso IDH é o segundo do mundo, atrás apenas dos EUA, se considerarmos o tamanho da população. 
• Para que o Brasil prossiga independente e soberano, livre das ingerências do FMI e do Banco Mundial, distante dos ditames da União Europeia e crítico às ações imperialistas dos EUA. 

5. Pelo respeito aos Movimentos Sociais e pelo combate à Corrupção... 
• Pelo respeito ao direito constitucional de greves e manifestações públicas, sem criminalização dos movimentos sociais e de seus líderes. 
• Para que a Polícia Federal prossiga apartidária, efetuando prisões, até mesmo, de membros do governo, combatendo o narcotráfico, o contrabando e a atividade nefasta dos doleiros. 

6. Pela defesa dos Direitos Humanos... 
• Pela criminalização e combate a todas as formas de preconceito, racismo e homo/lesbo/transfobia. 
• Pela construção de Políticas Sociais que combatam todas as formas de exclusão social e humana sem distinção de raça, gênero, etnia e religião. 
• Pela continuidade das Políticas Afirmativas que recolocaram no campo do debate e dos direitos as questões que envolvem a afirmação da dignidade humana. 

7. Por mais MUDANÇAS... 
• Por um Brasil melhor e por um governo que seja capaz de promover reformas estruturais para continuarmos avançando. 
• Por conhecermos os governos do PSDB e temermos o retrocesso, na atual conjuntura, não trocamos o conhecido pelo governo neoliberal e conservador de Aécio Neves. Nenhum direito a menos. Nenhum passo para trás! 


Assinam este Manifesto... 
Adilson Alves da Silva 
Adriana Aparecida R. da Silva 
Adriane Costa Camilo 
Albertina Vicentine Assumpção (Letras) 
Alberto Ribeiro do Carmo 
Aldimar Jacinto Duarte (PPGE) 
Alessandra Mendonça Leão 
Ângela Dantas Fonseca dos Santos 
Beatriz Aparecida Zanatta (PPGE) 
Célia Maria Severina Batista Furtado 
Claudia Valente Cavacante 
Clélia Brandão Alvarenga Craveiro (Diretora da Escola de Formação de Professores e Humanidades)
Cleudes Maria Tavares Rosa (Área de Formação Básica – Sociologia) 
Daniela Couto Lobo 
Daniela Rodrigues de Sousa 
Denise Silva Araújo (PPGE) 
Duelci Aparecido de Freitas Vaz (PPGE) 
Eduardo José Reinato (Coord. Curso de História) 
Eduvirgens Carlita de Andrade 
Eliane Silva 
Estelamaris Brant Scarel 
Frederico Dourado R. Morais 
Genivaldo Félix da Silva 
Gislene Margaretth Avelar Guimarães 
Iria Brzezinski (PPGE) 
Janaína Cristina de Jesus 
Jennifer Martins Silveira 
João Batista do Nascimento J
oão Oliveira Sousa (Área de Formação Básica – Filosofia e Teologia) 
João Roberto R. Ferreira 
Joseleno Vieira dos Santos 
Lacy Guaraciaba Machado (Letras) 
Leda Maria de Azevedo 
Liliane Barros de Almeida 
Lúcia Helena Rincón Afonso (PPGE) 
Marcia Helena Santos Curado 
Marcilene Pelegrine Gomes 
Mardônio Pereira da Silva 
Maria Araújo Nepumoceno (PPGE) 
Maria Cristina das Graças Dutra Mesquita 
Maria da Luz Santos Ramos (Malu) 
Maria Dalva Pereira e Andrade (Área de Formação Básica – Sociologia) 
Maria Dalva Pereira e Andrade (Área de Formação Básica Sociologia) 
Maria Esperança F. Carneiro (PPGE) 
Maria Teresa Canesin Guimarães (Caneca) (PPGE) 
Maria Zeneide Carneiro M. de Almeida (PPGE) 
Norma Aparecida Cardoso 
Patrícia Marcelina Loures 
Pollyana Rosa Ribeiro 
Raquel Aparecida M. M Freitas (Coord. PPGE) 
Ráquia Rabelo Rogeri Izac 
Rita de Cássia Carvalho 
Rodrigo Fideles Fernandes 
Romilson Martins Siqueira (Coord. Curso de Pedagogia e PPGE) 
Rosane Cândida de Almeida 
Rose Mary Almas de Carvalho 
Suelena de Moraes Aguiar 
Sylvana de Oliveira B. Noleto 
Tatiana de Souza da C. Lima 
Valdirene Oliveira 
Zélia Maria Borges

3 de janeiro de 2013

Até... breve!

De certa forma desde 2011 que tenho reduzido significativamente a produção do Depois da Aula. Numa insistência abnegada em manter este espaço atualizado insistir com a ideia  da continuidade. Mas 2012 mostrou que estava na hora de parar. Trabalho, família ( e a chegada de minha filha) e estudo consumiam todo o meu tempo.

Assim dou uma pausa no Depois da Aula. 

Foram 5 anos onde compartilhei e dividir informações para uma enorme comunidade de educadores de todo o país. Mas enfim, terei que dar um tempo. Um bom tempo!

Agradeço a todos os que acompanharam este site.

Até... breve!

Carpe Diem,

Prof. Frederico



Atenção: O site continuará no ar!

26 de outubro de 2012

Entenda a Lei de Cotas nas universidades federais

Há um mês a presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto de lei 12.711 de 2012 que estabelece uma reserva de 50% das vagas nos processos seletivos de universidades e institutos federais para alunos que cursaram todo o ensino médio na escola pública. A nova legislação cria uma única política de ação afirmativa, já que até hoje as instituições de ensino usavam diferentes modelos para garantir o acesso de grupos da população ao ensino superior. 

O projeto de lei tramitou por quatro anos no Congresso Nacional e foi aprovado pelo Senado no início de agosto. No Ministério da Educação (MEC) um grupo prepara a regulamentação da lei que estabelecerá algumas regras para que as a reserva de vagas possa ser colocada em prática. Mesmo depois de todo o debate, a Lei de Cotas ainda causa muitas dúvidas. Confira no portal Empresa Brasil de Comunicação dez perguntas – e respostas – sobre o projeto. Clique aqui e confira.


19 de outubro de 2012

Professor, você tem uma nova mensagem!

Para celebrar o dia mundial do professor (05/10) e o dia do professor no Brasil (15/10), a UNESCO lançou a campanha “professor, você tem uma nova mensagem!”. Onde interessados poderiam gravar um vídeo de até 30 segundos, publicar no youtube e enviar o link para a organização da campanha. Os três melhores vídeos foram publicados no portal de vídeos da UNESCO no You Tube, e você poderá conferir abaixo os vencedores.


 

Mais informações: www.facebook.com/unesconarede
                                          http://www.youtube.com/unescoPortuguese